Usar e deitar fora

13725025_1156457644426994_3435676223385664646_o.jpgSão Lázaro é a freguesia de Braga que tem o problema mais acentuado de Centros Comerciais semi-ocupados/semi-abandonados. Por exemplo, o CC Rio Este fechou e é um problema de saúde pública (ver abaixo); o CC Santa Cruz tem pisos inteiros vazios; os outros centros têm quase todos ocupação inferior a 50%. Contei 14 espaços comerciais no território da freguesia. Isto devia não só ser uma preocupação séria, mas também traduzir-se em medidas concretas que não fiquem pelos concursos de ideias.

Ao mesmo tempo, a Câmara quer dotar a Junta de S. Lázaro de novas instalações. Significa ter um espaço digno e ainda albergar “8 ou 9 associações”. Até aqui tudo bem. O problema é que a Câmara quer, à força, instalá-la através de um investimento de 1,8 milhões de euros em 10 anos (em troca de 745m2) numa construção nova que a Arquidiocese pretende fazer, demolindo os edifícios do S. Geraldo e Pé Alado e construindo um Centro Comercial + Junta + Hotel.

Ao investir no Pé Alado/S. Geraldo, a Câmara faz tudo aquilo que vem nos manuais do que não se deve fazer:
-contratar sem estudar nenhuma alternativa;
-escolher uma solução cara (custo final de 2.425,77€/m2!)
-fomentar a construção nova e a especulação imobiliária;
-incentivar a destruição de edifícios históricos (S. Geraldo) e recentes (Pé Alado);
-contratar à pressa antes sequer do projeto estar licenciado;
-agravar o definhamento dos outros centros comerciais existentes;
-repetir erros do passado.

No fundo, este Executivo está a contribuir com dinheiros públicos para agravar o desordenamento urbanístico Mesquitista. Esperava-se outra abordagem. Não sendo nós ricos, não encontro uma única boa razão para instalar a Junta por aquele preço no Pé Alado/S. Geraldo.

A Câmara, se por ventura tivesse alguma vontade de apoiar a reabilitação do centro e encontrar a solução mais económica, deveria começar por pedir aos 14 centros comerciais existentes em S. Lázaro que apresentassem as suas propostas para receberem a Junta de Freguesia. Há vários proprietários que inclusive querem doar as suas lojas! Poder-se-ia alargar a outras tipologias: pequenas fábricas e armazéns devolutos. No fim, o espaço que globalmente oferecesse as melhores condições seria o beneficiário do investimento. O bom senso e a cidade saíam a ganhar.

Era tudo muito simples e transparente… se não se quisesse tanto ajudar alguns amigos!

#alternativassãoumachatice

PS A desgraça do CC Rio Este – reportagem RTP http://www.rtp.pt/…/centro-comercial-abandonado-de-braga-e-…

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