2016: Um Ano de Profunda Renovação em Braga, Finalmente!

(texto de fim de ano para a revista Rua)

2013-12-21

O ano não começou nada bem. Em fevereiro um projeto imobiliário propunha destruir o cineteatro S. Geraldo. A população mobilizou-se e a Câmara foi apanhada de surpresa. Mas não perdeu tempo e tomou de imediato medidas: marcou uma reunião com os cidadãos contestatários – que incluía a ASPA, a Jovemcoop e a BragaMais – a quem pediu apoio; prontificou-se a estar nos debates; avisou o proprietário da nova intenção do Município. Quando o assunto foi levado pela Oposição à Assembleia Municipal, o Presidente não hesitou em pedir desculpa: a Câmara não tinha agido bem ao menosprezar, de início, a importância deste teatro. Na linha do que sempre defenderam quando estavam na Oposição a Mesquita Machado, o velho S. Geraldo não ia juntar-se à longa lista de edifícios bracarenses destruídos.

Na impossibilidade de adquirir, a solução, construída com os cidadãos contestatários, passou por arrendar. No Pé Alado (antiga Escola Profissional) já está instalada a Junta de S. Lázaro, até se arranjar um espaço definitivo. No caso do edifício do S. Geraldo o processo está atrasado: decorrem as candidaturas para os agentes culturais de todo o País apresentarem propostas de dinamização. O vencedor gere o espaço; a Câmara entra com uma recuperação low cost (“roubando” 2/3 ao orçamento da Noite Branca de 2017); os empresários exploram o bar e o restaurante; o Theatro Circo dá apoio técnico. Não será neste mandato, mas haverá na próxima década um Quarteirão das Artes!

Em 2016, o gabinete da presidência também deu que falar. Em cima da mesa estava uma proposta de 76.000€ para a remodelação geral. A Oposição não se calou. A JSD e a JP exigiram explicações. O bom senso prevaleceu. Os 76.000€ foram divididos em 10 projetos de 7.600€. Cinco deles foram para recuperação de habitações sociais. Outros quatro para reparações em escolas. E o gabinete afinal renovou-se com uns meros 7.600€!

Em junho, nova polémica pela mão da oposição PS-CDU: as obras da Academia do Sporting de Braga estavam sem licença. No mesmo dia, o Presidente da Câmara afirmou que a doação dos terrenos já tinha sido generosa e ameaçou o Sporting de Braga com a anulação imediata da doação. Foi o que bastou para o próprio SCB parar a obra. Perante a curiosidade imparável do Diário e do Correio do Minho, o presidente disse: “temos de ser todos iguais perante a Lei – não faço mais do que defender o interesse público”.

Na mobilidade, o ano foi de mudança embora por causa de uma tragédia. O atropelamento mortal de um ciclista em agosto fez a cidade abrir os olhos. Com apoio de Pontevedra, a Câmara removeu no mês seguinte todas as passagens aéreas e a circular/rodovia passou a ser Zona 30 km/h. E, apesar dos protestos iniciais dos condutores, a fluidez do trânsito compensou largamente a velocidade lenta. Por solidariedade com a família do ciclista, o Presidente e todos os Vereadores passaram a deslocar-se de bicicleta para o trabalho todas as segundas-feiras. A reação foi inesperada: dezenas de funcionários municipais também alinharam! Só quando a Braga Ciclável se pôs a fazer contas, é que se percebeu que a Câmara de Braga era já a instituição do País com mais ciclistas regulares!

Há muitos anos que Braga não mudava tanto! Claro que nem tudo foi perfeito: mantém-se um excesso de protagonismo nos jornais do Executivo. Mas a verdade é que o Mesquitismo parece enterrado!

#2016bracarense #umcontodenatal

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