Anos-Luz

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No sábado à tarde, o Cinema Batalha recebeu a visita de 600 portuenses. Não foram ainda ver cinema. Foram ver o cinema e ouvir os autores do restauro que está a ser pensado. A Câmara do Porto arrendou o edifício aos proprietários privados para que o Batalha continue a ser um cinema. Disse Rui Moreira, após a visita: “este cinema não podia morrer; ninguém queria que fosse transformado num hotel ou noutra coisa qualquer.” [será para nós a boca?]

A diferença abismal entre Braga e o Porto não está no orçamento. Está nos anos-luz de diferença entre a visão política de ambas as cidades e vê-se logo nos segundos iniciais da vídeo-reportagem (https://www.youtube.com/watch?v=1N7lNDXfLPc).

No Porto, Rui Moreira diz-se entusiamado por ver Cinema Batalha cheio. Em Braga, Ricardo Rio não fez, ainda, um único esforço para evitar a destruição total do S. Geraldo, um ícone cultural bracarense – e ainda elogiou a indescritível solução de centro comercial + hotel, gozou com o estado de conservação do edifício e com quem defende a sua preservação…

Mas mais!

Rui Moreira não hesitou em convidar o arquiteto Alexandre Alves Costa para o projeto de restauro. É que Alves Costa foi mandatário da candidatura do Bloco de Esquerda nas últimas autárquicas e, portanto, adversário de Rui Moreira. Mas é a escolha acertada da cidade para este novo projeto cultural do Porto e isso é mais importante.

É triste viver em Braga.

#sgeraldocultural

fotografia: Miguel Nogueira, Porto.

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