Demolir um Teatro VS Braga Capital da Cultural 2027?

Ontem, na 1ª Conversa Puxa Conversa do S. Geraldo, discutimos vários aspetos de uma solução para o S. Geraldo, na sequência das excelentes intervenções dos arquitetos Luís Soares Carneiro e Maria Manuel Oliveira.

Falámos em aproveitar a grande, duradoura e sólida caixa da sala principal deste teatro, feita de paredes de pedra e estruturas betão;

Vimos que, sem cadeiras e uma plateia plana, a enorme caixa pode albergar uma infinidade de usos, desde concertos a feiras do livro e pode abrir-se à praça;

Percebemos que não devemos ser radicais mas que devemos saber reutilizar os equipamentos, apostando na capacidade de renovar sem destruir tudo;

Seja o S. Geraldo seja o Pé Alado;

Vimos que os espaços são valiosos também pelas memórias que contêm e que definem uma comunidade;

Falámos, entre outros, do Palais Tokyo, em Paris, que esteve para ser demolido mas foi apenas limpo e consolidado e serve hoje a comunidade;

Falámos de reservar espaços para o futuro, como este do S. Geraldo, à semelhança do que a reserva agrícola faz para os terrenos com aptidão agrícola;

Percebemos que se podem dar imensos usos imediatos ao espaço, limpando-o e fazendo obras low cost;

E que se tem de envolver as duas instituições relevantes neste caso – CMB e Igreja;

Falámos em retomar o ambiente que presidiu à criação do Salão Recreativo/S. Geraldo em 1916, de espaços de cultura acessível, democrática, popular;

Estivemos de acordo que ninguém quer ali um espaço municipal, burocratizado, dispendioso mas deve antes passar por uma gestão solta e leve, feita por cidadãos empenhados;

Concluímos que estes imensos cidadãos preocupados devem apresentar uma proposta para aquele local!

Hoje ouço na RUM que a Câmara quer apresentar uma candidatura a Capital Europeia da Cultura. E que, afinal, não temos todos os equipamentos necessários. Espero que desta vez, ao contrário de 2001, a nossa candidatura seja séria! Mas, para isso, Braga tem de ser coerente e tem de olhar para o S. Geraldo como um desses equipamentos culturais imperdíveis, a tal reserva de futuro para 2027. Com a vantagem que entretanto pode ser usado em benefício do concelho.

PS. A Câmara de Évora também se quer candidatar a Capital Europeia da Cultura mas vai bem mais adiantada – vai começar a reabilitação do seu segundo teatro, o Salão Central Eborense!

fotografia: Cristina Brandão Lavender
#sgeraldocultural

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s